| Museu da Inglaterra descobre mais uma prova da veracidade da Bíblia
Matéria publicada em 17/11/2009 10h51
Por LPC Comunicações
Certo que para os crentes a Bíblia é a palavra de Deus e não requer comprovações científicas. É uma questão de fé. No entanto, na Inglaterra um estudioso encontrou, no Museu Britânico, detalhes de um general babilônio que é citado no livro do profeta Jeremias, no Velho Testamento.
Michel Jursa, especialista em civilização assíria, descobriu um pequeno pedaço de argila de cerca de cinco centímetros em que o nome do general Sarsequim, que é citado em Jeremias capítulo 39 versículo 3 (...E entraram todos os príncipes do rei de Babilônia, e sentaram-se na porta do meio, os quais eram Nergal-Sarezer, Sangar-Nebo, Sarsequim, Rabe-Sáris Nergal Sarezer, Rabe-Maque, juntamente, com todo o resto dos príncipes do rei de Babilônia...). Ao lado de outros militares, Sarsequim participou do cerco à cidade de Jerusalém centenas de anos antes de Jesus vir ao mundo.
“É muito emocionante e surpreendente um achado como esse em que se pode reconhecer uma pessoa mencionada na Bíblia, que faz uma ação num templo da Babilônia e ainda por cima no tempo exato citado. Sem dúvida, é algo extraordinário!”, disse o empolgado Jursa.
A escritura encontrada na peça de argila estava em escritura cuneiforme, a mais antiga forma escrita feita pelo homem, data do ano 595 antes de Cristo e foi decifrada pela primeira vez. A tabuinha, como é conhecido o artefato, faz referência a um oficial da corte de Nabucodonosor, rei da Babilônia, numa prova incontestável da existência histórica da figura mencionada pelo profeta Jeremias.
O pedaço anterior da relíquia histórica é anterior à destruição de Jerusalém pelo império babilônio, no ano 587 a.C. De acordo com o capítulo 39 de Jeremias, Sarsequim esteve presente com Nabucodonosor no cerco a Jerusalém.
No ano 601 o exército de Nabucodonosor enfrentou os egípcios na fronteira dos países numa guerra que durou vários anos, até que em 597 Jerusalém foi tomada. Os especialistas dizem que encontrar uma comprovação histórica de um período tão distante é um fato raro.
Jeremias cita Sarsequim como chefe dos eunucos, o mesmo cargo dado a ele no artefato arqueológico, o que, mais uma vez, confirma os relatos bíblicos. A inscrição cuneiforme relata que o general oferece um presente de ouro para o Templo de Esangila, que fica na Babilônia, que ficava no mesmo lugar aonde, segundo se acredita, Nabucodonosor mandou construir os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Irving Finkel, assistente do Departamento do Oriente Médio do Museu Britânico, não se conteve de emoção: “Uma simples transação comercial se transforma numa importante testemunha de um momento decisivo da história do Antigo Testamento. Este pequeno pedaço de argila merece ser famoso”.
“É uma descoberta fantástica. Um achado. Se Sarsequim existiu, quantas outras figuras menores citadas no Antigo Testamento também existiram? Um detalhe desses confirma que a Bíblia é exata e verdadeira e com isso o conjunto do livro de Jeremias também ganha mais força e credibilidade”, disse Finkel.
Só para se ter uma idéia da competência de Michel Jursa, o descobridor e tradutor da peça, ele é catedrático da Universidade de Viena, na Áustria, e desde 1991 tem se dedicado ao estudo de uma coleção de 100 mil peças arqueológicas que estão no Museu Britânico.
Quando Geza Vermes, professor emérito de estudos judaicos da Universidade de Oxford soube do descobrimento, disse:”A história bíblica não é inventada e este achado será interessante tanto para os historiadores como para os evangélicos de todo o mundo”.
Tradução e adaptação: Milton Alves
Fonte: LPC Comunicações (http://www.lpc.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=376:museu-da-inglaterra-descobre-mais-uma-prova-da-veracidade-da-biblia&catid=1:latest&Itemid=118)
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